Ômega – 3 Pode Atuar na Prevenção de Doenças Cardiovasculares?

Atualizado em 28/01/2022
Por Vanessa Stumpf

Ômega – 3 Pode Atuar na Prevenção de Doenças Cardiovasculares?

Atualizado em 28/01/2022
Por Vanessa Stumpf
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Segundo a OMS 2017, “doenças cardiovasculares (DCVs) são distúrbios do coração e vasos sanguíneos. Eles incluem doença cerebrovascular (incluindo acidente vascular cerebral e ataque isquêmico transitório), doença coronariana (incluindo ataque cardíaco ou infarto do miocárdio e angina), doença arterial periférica (doenças dos vasos sanguíneos para os braços e pernas), trombose venosa profunda e embolia pulmonar (coágulos sanguíneos formados nas pernas que podem se mover para o coração e pulmões), bem como doença cardíaca reumática e congênita.” 

O pesquisador Bang e seus colegas sugeriram pela primeira vez que a abundância de ácidos graxos ômega-3 na dieta do povo inuíte da Groenlândia foi responsável pela baixa mortalidade por doença cardíaca isquêmica, esses povos viviam em local frio, consumindo peixes como salmão que vivia em águas frias e profundas. (Bang 1972; Bang 1976) 

Desde então começou o interesse e mais estudos relacionados ao papel protetor e possível mecanismo de ação das gorduras insaturadas marinhas. Esse interesse se espalhou para abranger sementes vegetais e óleos ricos em ácidos graxos ômega-3 e 6, incluindo óleos de semente de chia, linhaça e canola, seus derivados (por exemplo, margarinas), e nozes. 

O ômega-3 possui na sua composição ácidos graxos. Os ácidos graxos são classificados em ácidos graxos saturados que não têm ligações duplas e ácidos graxos insaturados que possuem ligações duplas. Ácidos graxos com múltiplas ligações duplas são chamados de ácidos graxos poliinsaturados (PUFA, que estão contidos no ômega-3). PUFA com ligações duplas a partir da sexta posição a partir da extremidade metila do ácido graxo são denominados séries ômega-6, e aqueles da terceira posição como séries ômega-3 

A composição e os ácidos graxos do ômega-3 são importantes ao longo da vida e são uma necessidade dietética encontradas, predominantemente, em peixes e suplementos de óleo de peixe. 

Os estudos analisados concluíram que os ácidos graxos ômega-3 EPA e DHA são essenciais para o desenvolvimento fetal adequado, e a suplementação durante a gravidez também tem sido associada à diminuição das respostas imunes em bebês. O consumo de ácidos graxos ômega-3 pode sim ser associado à melhora da função cardiovascular em termos de propriedades anti inflamatórias, redução de eventos coronarianos maiores e melhora dos efeitos antiplaquetários diante da resistência à aspirina, ainda são necessários mais estudos para que seja melhor demonstrado o seu mecanismo de ação e para que seus resultados sejam melhor demonstrados para doenças cardiovasculares. 

Referências: 

Abdelhamid AS, Brown TJ, Brainard JS, Biswas P, Thorpe GC, Moore HJ, Deane KH, AlAbdulghafoor FK, Summerbell CD, Worthington HV, Song F, Hooper L. Ácidos

Vanessa Stumpf, aqui no Blog.

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